O medo do parto

Gerar uma vida é um daqueles mistérios do universo, que muitas vezes nem queremos entender, apenas sentir. Pouco importa quais são as etapas de desenvolvimento do bebê, queremos sentir os primeiros movimentos, Birth Doesn't have to Suck--YES! Becoming informed was one of the best things I did for myself and my birth; totally changed my perspective and took a lot of fear out of the process. It's not mentioned here, but I highly recommend Bradley Method classes for this.: queremos observar as mudanças do nosso corpo, queremos ser admiradas por carregarmos aquele pequeno milagre.

Ter um filho e gestar um bebê é o sonho de muitas mulheres, mas parir dá medo. Gestar no imaginário popular é lindo, parir é torturante. O que faz com que não acreditemos que é possível ter um parto feliz?

É normal que tenhamos medo de um evento totalmente desconhecido, que em tese, será doloroso e cheio de sofrimento, e que a principio você tem a alternativa de não passar por isso. Mas temos que pensar no parto como uma maratona, você tem que se preparar física e emocionalmente para esse dia, com conhecimento, técnica e tranquilidade. Durante a maratona é bem possível que sinta dores, mas você se preparou para aquele dia, e vai querer atravessar a linha de chegada.

Quando me preparei para o parto da Olívia, entendi muitas questões que não havia percebido na gestação do Fernando, coisas que não me atentei a questionar, pesquisar, e pensar que comigo seria diferente: Continuar lendo

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2 filhas e 2 experiências de parto

A Abigail é uma leitora do blog, e assim como eu viveu uma experiência ruim com a cesárea, e decidiu vivenciar o parto normal em sua segunda gestação.

O relato do parto normal dela é tão encorajador e tranquilo que dá vontade de ter uns 10 filhos (risos). Brincadeiras a parte, ela nos mostra que é possível um parto normal sem sofrimento. E conta o parto cesárea da Júlia e o parto normal da Alice.

Confere aqui:

 

Em 2010, A Júlia nem dava sinais de querer nascer nas 39 semanas e 4 dias minha pressão subiu e eu optei por cesárea, foi horrível achei que ia morrer, a começar pela anestesia que me deixou tonta, com vontade de vomitar, quando minha GO cortou meu abdômen para retirar a Júlia, ela pediu ajuda para o anestesista que teve empurrar a Júlia umas 5 x, parecia que a Júlia não ia sair, e com os empurrões eu tive muita falta de ar com dor nas costelas, nessa hora com as mãos amarradas sem poder fazer nada, eu achei que fosse morrer…eu vi a Júlia muito rápido não consegui tocar com minhas mãos, só beijei ela, chorei de alegria, e de alívio pois ela estava bem, perfeita, com os dois Apgar 10. Meu marido foi acompanhar a Júlia e eu fiquei ali sendo costurada e me sentido ” enorme ” não sentido minhas pernas, me sentindo tonta, com enjôos, lembro que fui para a recuperação e lá comecei a vomitar muito, muito e ainda não sentido as pernas, fui melhorar só 24 horas depois quando levantei da cama e tomei banho, depois de uns 10 dias estava bem. Continuar lendo

Parto Cesarea X Parto Normal – Minhas Experiências

Oi gurias,

Se tem um grande mistério na gravidez, é de como será o parto. No geral você tem 9 meses para experimentar as sensações da gestação, e a vida inteira para ser mãe, isso te dá uma certa tranquilidade no quesito tentativas, experiências, erros e acertos.

Mas o parto em si, é uma chance por gestação. Uma vez só que você terá para tentar ter o seu bebê da forma que sonhou, e não é a toa que tantas mulheres sentem-se frustradas com as experiências que tiveram.

Eu tive 2 filhos e duas experiências completamente diferentes, Fernando de cesárea e Olívia de parto normal (ou vaginal, como alguns falam, já que houveram alguns procedimentos intervencionistas).

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Vou contar um pouco pra vocês Continuar lendo

9 coisas que ninguém te conta sobre o pós-parto

Recentemente fizemos um encontro do blog, para falar sobre pós-parto, e foi uma tarde para lavar a alma, coisa boa estar no mesmo barco que tanta gente, e saber que todas remam, com dificuldades, mas seguindo em frente.

Normalmente, a mãe de primeira viagem, não tem noção de tudo que vai sentir ou passar, e quando sente, acha que é o único ser na face da terra que está sentindo isso.

Então vou falar sobre o que todas as mães sentem, mas nem sempre contam:

1- Você vai sentir saudades da atenção que recebia quando grávida – Sim, mesmo Continuar lendo

Relato de Parto – Parte 2 – No hospital

Entrar no carro para ir para o hospital já exigiu bastante concentração, cada buraco era um incomodo, parecia que ia nascer ou a bolsa ia estourar.

Mesmo com as ruas não cooperando muito, cheguei com a bolsa intacta e com a Olívia bem quetinha. Contrações ainda de 3 em 3 minutos. Eu estava bem ansiosa nesse momento, porque haviam algumas questões que não sabíamos como seriam, se haveria alguma sala de parto PPP disponível, qual equipe me atenderia e se deixariam entrar a Janine (não há legislação que permita a livre entrada de Doulas no SUS, mas tínhamos esperança que dependendo do plantão, deixariam ela entrar). Continuar lendo

Relato de Parto – Parte 1 – Em casa

O parto da Olívia foi imaginado na minha cabeça antes mesmo dela ser concebida. Desde que passei pela experiência da cesárea com o Fernando ficava imaginando como teria sido se fosse parto normal, li mais relatos e fui atrás de informação para entender o por quê do parto não ter evoluído. Então entendi que para ter um parto como eu imaginava, teria que me planejar, me informar, me preparar. Dependeria 90% de mim e apenas 10% do destino e da equipe que me acompanharia.

Sabia que teria um segundo filho mais cedo ou mais tarde, e teria oportunidade de fazer diferente. Aí surgiu a gravidez da Olívia, adiantada em 2 anos nos nossos planejamentos, mas não menos amada e querida.

Caí de cabeça em livros, em pesquisas, em fatos e dados, afinal, muitos falavam de risco de parto normal após uma cesárea. Procurei grupos de apoio, busquei uma doula e fui visitar hospitais. Se existisse um certificado de “Preparada para o parto”, eu teria recebido…hehehe.

Por conta das famosas taxas de disponibilidade cobradas pela maioria dos obstetras, resolvi que teria o parto com uma equipe de plantão. Pelo meu convênio a única opção de hospital com plantão obstétrico em Porto Alegre seria a Santa Casa, mas depois de ir à um grupo de apoio e ouvir relatos de parto pelo SUS no Hospital Conceição, fiquei muito animada e resolvi escolher entre os 2 hospitais. Continuar lendo

Mãe, prematuramente, do Davi

Gurias, quando mudei o nome do blog para Porto Materno, sabia que queria compartilhar, e me envolver com histórias de outras mães que estão no mesmo barco, ou em mares muito próximos. Trocar experiências é dar amor, carinho e compreensão, e não é o que toda mãe precisa? 

E se tem um motivo que une todas as mães, não importa idade, classe, cor, ideologias e religião, é o medo de que algo de ruim possa acontecer aos nossos filhos. Para estrear a coluna de mães convidadas, veio aqui a recente mamãe Mariana Gertz, que teve o Davi prematuramente, e está passando pela experiência de CTI neonatal. A história é emocionante. Continuar lendo