A chegada de um irmãozinho – Dicas de adaptação

Quando me descobri grávida da Olívia, uma das primeiras preocupações foi como a vinda deste novo bebê afetaria o Fernando. Achava que a diferença de idade entre eles (1 ano e 10 meses) seria muito pequena, e o Fernando ainda dependeria muito de mim.IMG_0796

Enfim, o que não tem remédio, remediado está, então o que eu podia fazer era conversar com outras mães que tiveram essa diferença de idade entre os filhos e me encher de dicas para adaptação do Fernando com a irmã.

Antes do bebê nascer – 

  1. Converse bastante com seu filho, falando que tem um irmãozinho chegando, que vai ser um amigão, que está na barriga da mamãe. Dependendo da idade eles não tem muito entendimento, mas você de um jeito carinhoso vai introduzindo o assunto.
  2. Quando assistir filmes e desenhos infantis com ele, enfatize a relação dos personagens que tem irmãos. Livros sobre a chegada de um irmão também ajudam, tudo que familiarize o primogênito com esse novo mundo é bem vindo.
  3. Mostre e envolva o pequeno na preparação das coisas para chegada do irmão mais novo, seja as roupas, o quarto, a decoração. Dependendo da idade, a criança já pode até ajudar em algumas coisas e vai se sentir parte do projeto “família aumentando”
  4. Providencie um presente para que o irmão caçula “traga” para o irmão mais velho. Aqui em casa foram os bonecos do Backyardgans que o Fernando é apaixonado.

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Qual é a diferença de idade ideal entre os filhos?

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Foto: Jennifer Inda

A chegada de um segundo filho é um mudança gigantesca na vida do irmão mais velho, ele deixa de ter atenção exclusiva, para dividir tudo com o novo membro da família.

Aqui em casa estamos lidando com a sensibilidade, carência e ciúmes do Fernando, que ganhou uma irmã quando estava com 1 ano e 10 meses. Quando a maninha está no carrinho ou na cadeirinha, ele fica bem e fala da maninha sorrindo, mas quando ela está no meu colo ou no colo do pai, aí a cara fecha, fica entristecida, e tudo, mas tudo mesmo é motivo para choro. Tenho segurança (e fé) que é só uma fase.

Eu tinha na minha cabeça que a diferença de 3 anos seria ideal, pois o mais velho já falaria e não usaria mais fraldas, mas ainda teriam uma diferença pequena de idade para brincarem juntos. Mas enfim, Olívia se adiantou e hoje lido com uma diferença de menos de 2 anos, com 2 que ainda usam fralda, 1 que se comunica mais ou menos, e outra que mama e chora. Além disso havia parado de trabalhar quando o Fernando nasceu e acabei nem voltando ao mercado de trabalho antes de ter o segundo filho como havia planejado, mas vi a vantagem de ter um tempo na vida reservado para estes primeiros anos dos filhos, para então voltar a trabalhar com eles não tão bebês. Continuar lendo

O Segundo Filho

O primeiro filho é furacão, é tempestade, tsunami. Você não sabe da onde vem aquela força da natureza, perde a noção do tempo e do espaço.

Com o primeiro filho você tem um curso intensivo de ser mãe e família. Aprende que não se escolhe a hora que dorme nem a que acorda, que não há número exato de fraldas utilizadas por dia, que dar colo é bom, mas que cansa.

Você também não tem a mínima idéia do que aconteceu com seu corpo, quando ele voltará ao normal e se ele voltará ao normal. Não sabe quando as dores e o desconforto do pós-parto vão passar.

Você se sente perdida nas horas e na rotina da casa, não sabe quanto tempo o primogênito vai dormir em cada soneca, e não sabe por onde começa, se é ela pilha de louça suja, se é varrendo a casa, se é mexendo no celular, se é  se atirando no sofá, passando aspirador, tomando banho ou dormindo. Enquanto corre como uma barata tonta pela casa, seu bebê já acordou e você se sente um fracasso, em meio ao caos que está seu lar. Continuar lendo